ALGAS: as verduras do mar



As algas formam um conjunto muito variado de seres vivos que se desenvolvem na água, tanto dos mares como dos rios e lagos.

No mundo ocidental, não está muito vulgarizada a utilização das algas como alimento. No entanto, muitos cientistas consideram que as algas podem ser a solução para as carências alimentares de que sofre uma grande parte da humanidade. Não nos podemos esquecer de que três quartas partes do nosso planeta estão cobertas pelas águas.

As algas constituem uma boa fonte de minerais, especialmente iodo, cálcio, ferro e magnésio; também de folatos.

As algas fornecem



Hidratos de carbono: Uma parte deles são indigeríveis (gomas ou mucilagens), e conferem às algas propriedades saciantes e laxantes.

Proteínas: As algas frescas contêm 1,68 mg/100 g; um pouco menos do que a batata. Em geral, são proteínas de baixa qualidade. A excepção é a espirulina que, seca contêm até 70 % de proteínas de alta qualidade.

Sódio: Em 100 g de algas encontram-se entre 100 e 300 mg de sódio, o que é uma quantidade bastante elevada que se aproxima do máximo de 500 mg que não é aconselhável ultrapassar diariamente.

Cálcio: Com 100 g de algas laminárias frescas conseguem-se 168 mg de cálcio, quantidade superior aos 114 mg contidos em 100 ml (aproximadamente 100 g de leite).

Ferro: A maior parte das algas frescas fornecem entre 2,5 e 3 mg de ferro por cada 100 gramas, quantidade que iguala ou mesmo excede a da carne.

Magnésio: Em média, 100 g de algas laminárias frescas proporcionam 121 mg de magnésio, o que representa mais da terça parte das necessidades diárias deste mineral.

Iodo: As algas são a melhor fonte alimentar de iodo, pois 100 g de algas laminárias secas proporcionam cerca de mil vezes mais do que um adulto necessita.

Vitaminas: Contêm vitaminas B1, B2, E, niacina e folatos; estes últimos muito abundantes. A provitamina A e a vitamina C estão praticamente ausentes. 

Vitamina B12: As algas em si mesmas não contêm vitamina B12. No entanto, as bactérias que costumam acompanhar algumas algas como a espirulina produzem esta vitamina em quantidades significativas.

Utilização das algas:

Cozinhadas: É costume fervê-las durante 20 ou 30 minutos, ou juntá-las ao arroz ou às leguminosas como qualquer outra verdura. Também se podem usar em empadas de verduras, pizzas e omeletas.

Cuidado com a quantidade - Normalmente as algas vendem-se desidratadas, de modo que o seu peso e volume se encontram reduzidos. Devem ser usadas em pequenas quantidades, pois quando entram em contacto com a água incham e dobram de volume.
Juntar pouco ou nenhum sal - As algas realçam o sabor dos guisados, e em muitos casos tornam desnecessário  acrescentar sal.

Como suplementos dietéticos: Preparam-se em forma de comprimidos ou de pó, este último acrescentando-se a saladas, sopas e guisados.

Em substituição do sal comum: As algas trituradas em pó temperam os alimentos, com vantagem sobre o sal, por conterem menos sódio e mais minerais.

Vantagens das ALGAS

Evitam o bócio: Um punhado de algas secas acrescentadas a qualquer guisado satisfaz sobejamente as necessidades de iodo de toda uma família, e evita a possibilidade de sofrer de bócio por falta de iodo.

Fornecem minerais: As algas constituem uma boa fonte de cálcio, magnésio e ferro.
 
Saciam: As gomas ou muciliagens das algas retêm até dez vezes o seu peso em água, produzindo uma sensação de saciedade.

Evitam a acidez do estômago: As gomas ou mucilagens das algas retêm sucos gástricos e actuam como um anti ácido natural.

São laxantes: Tornam as fezes mais volumosas e moles, facilitando uma evacuação suave e fisiológica.

Aceleram o metabolismo e evitam a obesidade: Pelo seu conteúdo em iodo, as algas facilitam a produção de hormonas na glândula tiróide. Estas hormonas aceleram a combustão de hidratos de carbono e das gorduras.

Reduzem o colesterol: Um dos efeitos das algas é de impedir a absorção do colesterol no intestino.

Inconvenientes das ALGAS

Sabor: Lembra o do peixe.

Elevado conteúdo em sódio: Os hipertensos devem comê-las com moderação.

Desaconselhadas em caso de hipertiroidismo: A elevada quantidade de iodo contida nas algas convém a todas as pessoas, excepto aquelas que sofrem de hipertiroidismo.


Fonte: A Saúde pela Alimentação, vol. I, Dr. Jorge Pamplona Roger

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