Grupos Alimentares: # FRUTA


Os alimentos incluídos neste grupo caracterizam-se pelo seu elevado conteúdo em água e pela presença de algumas vitaminas indispensáveis, sendo muito importantes para uma alimentação completa e equilibrada.

    As frutas são fonte de minerais e vitaminas indispensáveis
    Imagem extraída D´Aqui

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  • O que é?
Existem inúmeras e diversas plantas que dão frutos, designação atribuída às partes carnosas que contêm as sementes, servindo a maioria destes frutos para o consumo humano. De qualquer forma, nem todos os frutos se incluem neste grupo, apenas aqueles que se caracterizam pelo seu elevado conteúdo de água, pelo facto de serem consumidos frescos e, também, segundo outra perspectiva, por serem habitualmente ingeridos como sobremesa. Estas particularidades distinguem estes frutos de outros integrados em grupos de alimentos distintos. É o caso de frutos que, embora sejam muito parecidos com os frutos frescos são, por motivos práticos, considerados hortaliças como, por exemplo, o tomate. Mas também é o caso de outros que, devido às suas peculiaridades nutritivas, devem ser necessariamente distinguidos: por um lado, os frutos secos doces, de baixo conteúdo aquoso e elevado número de açúcares, quer seja naturalmente, como as tâmaras, ou por se terem desidratado, como as passas de uva; por outro lado, os frutos secos gordos, com uma escassa proporção de água e um mais que notório conteúdo em gorduras, como as nozes, as castanhas e as avelãs.


Em suma, a fruta caracteriza-se pela sua variedade e forma atractiva, pela frescura derivada da sua alta proporção de água, pela doçura proporcionada pelo seu conteúdo em açúcares e pelos deliciosos sabores concedidos pelos ácidos suaves.


Conteúdo nutritivo
Uma característica especial da fruta, embora também partilhada pelas hortaliças, é o seu elevado conteúdo líquido, pois cerca de 75 a 95% do seu peso é representado por água. Outra peculiaridade dos frutos é não terem praticamente proteínas nem gorduras, salvo algumas curiosas excepções como, por exemplo, o abacate. Por outro lado, o seu conteúdo em hidratos de carbono é variável e, por vezes, significativo: em média, corresponde a cerca de 10%, dos 6 a 7% da toranja ou da melancia aos cerca de 20% da banana que, em certas variedades, alcança os 25%. De facto, embora o seu potencial energético seja baixo, não se pode considerar que a fruta não tem calorias. De qualquer modo, excepto em casos particulares como o da banana, que contém amido, trata-se de hidratos de carbono simples, principalmente frutose e, por vezes, sacarose ou glicose e, consequentemente, açúcares que o organismo assimila com extrema rapidez.

Outros nutrientes presentes na fruta são os minerais, como o potássio, o cálcio, o magnésio, o ferro, etc. No entanto, apenas o potássio se encontra em quantidades significativas.

A principal qualidade da fruta é, sem dúvida, o seu conteúdo vitamínico, em particular a vitamina C. A maioria dos frutos apresenta, normalmente, quantidades apreciáveis de vitamina C, em especial os citrinos, mas também os morangos e outros de sabor ligeiramente ácido. Alguns contêm, igualmente, pequenas quantidades de vitaminas do complexo B e outros, especialmente os que têm uma polpa de cor amarela ou alaranjada, apresentam carotenos, que se assumem como provitamina A.

Escolher bem, consumir a seguir

As qualidades da fruta não dependem apenas da natureza de cada produto, mas também, e às vezes disso depende o seu valor nutritivo, de factores externos, como a terra, o grau de humidade, a temperatura e a insolação ou, algo a ter muito em conta, o momento da sua recolha. As características organolépticas dos frutos, ou seja, a textura, o sabor e o aspecto, modificam-se à medida que estes vão amadurecendo, sucedendo o mesmo com o conteúdo de açúcares e vitaminas. Apenas um fruto maduro, recolhido no momento oportuno, alcança todo o seu potencial. Como é óbvio, hoje em dia, questões como a refrigeração e a conservação sofreram avanços notáveis, permitindo que frutos próprios de algumas regiões, como é o caso da fruta exótica, possam ser consumidos em zonas muito distantes do seu local de origem, bastante tempo após a sua recolha. No entanto, do ponto de vista nutricional, o melhor é escolher os frutos locais próprios de cada época - para além de serem mais baratos, terão certamente um maior teor vitamínico.

Por outro lado, há que ter a consciência de que a vitamina C se altera rapidamente devido a factores físicos como o calor e a exposição à luz. Como é lógico, o simples facto de comermos a fruta crua possibilita o melhor aproveitamento desta vitamina, que se deteriora facilmente com a cozedura. Caso os frutos comprados maduros sejam mantidos até ao momento do seu consumo num local fresco e protegido da luz, o seu aproveitamento será naturalmente maior. É claro que este conselho adquire o seu máximo significado quando falamos de sumos de fruta, já que estes devem ser sempre consumidos pouco tempo após a sua preparação.

Informações adicionais

Marmeladas e compotas

Cozer a fruta com a adição de açúcar, preparando assim compotas e marmeladas, é outra modalidade de consumo destes alimentos. É uma boa forma de obter produtos digestivos e muito saborosos, mas com características nutritivas diferentes dos frutos originais. Por um lado, perde-se praticamente todo o conteúdo vitamínico e, por outro lado, será muito maior o conteúdo em hidratos de carbono. Não há qualquer inconveniente nisso, mas há que ter sempre em conta estes elementos quando se pretende iniciar uma dieta, pois nunca se deve considerar uma marmelada apenas pelo seu conteúdo em fruta, mas sim pelo seu conteúdo em açúcar, passando assim a fazer parte do grupo dos alimentos doces.
Texto extraído D´Aqui



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